Serra da Freita (Arouca)

“Erguendo-se como um gigante sobre a vila de Arouca” e esticando-se até Vale de Cambra e São Pedro do Sul, a Serra da Freita surge encantada de magia natural. E que linda que ela está nesta altura do ano! As cores amarela, branca e violeta sobressaem das pastagens e, ao longe, pequenas manchas castanhas, as vacas arouquesas, que se movimentam nas silhuetas da montanha para procurar a erva mais fresca. Conseguimos ouvir o coração da serra, pelo chilrear dos pássaros ou o coaxar das rãs, o som do saltitar da água que corria nas curvas das pequenas ribeiras ou o som do vento que contornava a montanha. Este foi o cenário que encontrámos a meados do mês de Maio, quando decidimos explorar um pouco mais o interior desta serra, fora das estradas principais e da agitação habitual.

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Estocolmo

Estocolmo é a capital da Suécia e é sem exagero uma das capitais mais bonitas e limpas da Europa. Rodeada de água por todos os lados, Estocolmo é uma cidade serena, atraente e, apesar dos invernos escuros e rigorosos, arriscaria a dizer que é uma das melhores cidades para viver: as diferenças sociais não existem. Em Estocolmo não há prédios demasiadamente grandes, não há poluição, não há trânsito nem buzinas. A água e o verde que rodeiam a cidade são o reflexo da tranquilidade sentida. Há imensas ruas e praças pedonais, jardins, esplanadas, bancos de jardim e tudo está relativamente perto. Há centenas de pessoas que caminham, passeiam e correm em pleno centro da cidade. Na Suécia, a família tem uma importância acrescida onde o incentivo à natalidade é evidente: cruzámo-nos por várias famílias que passeavam com os filhos, 3 ou 4 crianças, todas com pouca diferença de idade, confortavelmente instaladas em carrinhos duplos e triplos. As pessoas, mesmo no inverno, andam na rua a pé, de bicicleta ou de segway, utilizam as excelentes redes de transportes públicos e, muito raramente, o carro. Há pouco tempo li uma frase que se aplica que “nem uma luva”: “país desenvolvido não é aquele onde pobre anda de carro, mas sim aquele onde rico anda de transporte público”.

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