A Tailândia é um país da Ásia que para alguns pode representar barracas de comida barata ou uma agitadíssima vida noturna da capital. Para outros, representa a escalada de uma montanha íngreme que do topo oferece a vista mais hipnotizante ou até o mergulho na diversidade dos corais. Aproveitamos a oportunidade para nos submetermos às fantásticas massagens tailandesas. A palavra-chave foi relaxar e sorrir, tal como fazem os tailandeses. Deixo algumas sugestões e curiosidades deste maravilhoso país, segundo a minha perspetiva e informações retidas durante a nossa estadia.
Como já referi, a Tailândia é um país onde a linguagem pode erguer muralhas, mas o sorriso dos tailandeses terá poder suficiente para as derrubar. É um país diversificado, pela cultura, gastronomia, tradição, paisagem e a agitadíssima vida noturna da capital, fazendo com que seja mais uma a entrar na lista das cidades que não dormem. Faz fronteira com o Camboja, Laos, Malásia e Myanmar. É governado por uma monarquia constitucional e a sua capital é a cidade de Banguecoque, cuja população é de quase 10 milhões de habitantes, distribuídos em 1500 quilómetros quadrados. É uma nação com uma longa história e os tailandeses sentem muito orgulho dela. Os principais destinos turísticos do país são a capital Banguecoque, Chiang Mai, Chiang Rai, Pattaya, Ayuthaya, Ko Samui, Phuket, Krabi e Ilhas Phi Phi.

Idioma
A lingua oficial é o Tailandês (“Thai”). O Tailandês emprega o seu próprio alfabeto com caracteres também eles próprios. A comunicação também pode ser realizada em Inglês, contudo a fluência é variável de região para região. Nos centros urbanos e locais de maior afluência turística, a compreensão por vezes é escassa e deficiente.

Quando a comunicação verbal for difícil, acredite que os gestos resolverão a situação. Foi o que nos aconteceu quando decidimos entrar num Tuk Tuk em Khaosan Road. O motorista não falava Inglês, pelo que a negociação do preço decorreu de forma gestual, o que não deixou de ser um momento divertido. No fim, tudo correu bem.
Saúde
Como é habitual, os países tropicais exigem algum cuidado na escolha dos alimentos e a Tailândia não é exceção. Os alimentos crus, como marisco, peixe, carne, saladas, legumes, gelados ou as frutas sem casca têm de ser alvo de uma cuidada escolha. Água, só engarrafada evitando o gelo.
Na Tailândia, especialmente em Banguecoque, existem hospitais públicos de boa qualidade. O país dispõe de uma boa rede de unidades hospitalares ou cuidados médicos em todas as cidades e nas mais frequentadas estâncias turísticas. As principais unidades hospitalares possuem médicos e enfermeiros especialmente vocacionados para o atendimento a estrangeiros, falando Inglês.
Normalmente, os turistas têm o respetivo seguro de viagem que inclui os cuidados médicos que, em caso de necessidade, deve ser solicitado na receção do seu hotel e, para qualquer despesa médica, deverá previamente contactar a seguradora, conforme apólice existente na sua documentação. Caso queira ser reembolsado deve guardar todas as faturas recebidas. As farmácias estão facilmente identificadas com uma cruz verde com fundo branco e normalmente estão abertas entre as 9 horas e as 22 horas. Alerto que os custos ou as taxas podem, nalguns casos e normalmente em hospitais privados, ser bastante elevados.
Clima
O sol é igualmente muito forte durante todo o ano. A melhor altura para visitar a Tailândia é entre novembro e fevereiro porque é a altura que chove menos e o calor não é em demasia. Contudo, quanto ao turismo esta é considerada a época alta, pelo que deve de estar consciente para a prática de preços mais elevados e para uma maior agitação. Nesta altura também ocorre o famoso e belíssimo festival das luzes, o Loi Krathong.

By Asean Travel
No norte as temperaturas descem ligeiramente, ao contrário do nordeste e da região central, onde facilmente as temperaturas podem chegar aos 40 graus. A sul e nas ilhas as temperaturas são mais constantes, fazendo com que este seja um destino apetecível durante todo o ano. As melhores tarifas, podem ser encontradas entre abril e junho, setembro e outubro, além disso poderá encontrar as praias menos lotadas.
Na generalidade, a Tailândia é um país tropical, quente e húmido, dominado pelas monções. É caracterizado por duas estações cujas temperaturas rondam os 22 e 38 graus, dependendo da época do ano.
Moeda local, sistema bancário e gratificações

A moeda nacional é o Baht (THB) e 1€ corresponde sensivelmente a 35THB, tendo em consideração a habitual variabilidade da taxa de câmbio. O Baht divide-se em satang.
Antes de viajar, consulte o seu banco e confirme se o seu cartão de débito é válido nas caixas automáticas de levantamento de dinheiro (as famosas caixas ATM), bem como o valor das comissões cobradas sobre cartões no estrangeiro. Os principais cartões de crédito (Visa ou MasterCard) são aceites na sua generalidade. Tenha atenção nos pequenos supermercados e lojas, sobretudo fora dos grandes centros urbanos, porque a utilização pode ser inexistente.
Os bancos geralmente estão abertos entre as 9h30 e as 15h30. Poderá trocar dinheiro no próprio hotel, contudo será menos proveitoso que num banco ou numa casa de câmbio, que inclusivamente estão abertas à noite e ao fim de semana. Não esquecer do passaporte, porque sem documentação dificilmente conseguirá realizar a troca.
As gratificações também são habituais mas apenas se estiver satisfeito. Por exemplo, para um taxista entre 5 a 10 Baht, um guia 100 Baht/dia ou na restauração cerca de 10%, caso a fatura não mencione a respetiva taxa. A gratificação não é de todo uma obrigação.
Religião e o vestuário
A Tailândia é maioritariamente budista, cuja prática e o respeito pela mesma é notoriamente evidente. É proibido sair do país com imagens de Buda ou outras similares. Por outro lado, para a entrada nos templos é aconselhável vestir roupa cómoda e pouco provocadora, evitando ombros e joelhos descobertos. É igualmente necessário entrar descalço ou, pelo menos, de meias.

Transportes

Existem várias formas de se deslocar no país e na capital. Os mais populares são os famosos tuk-tuks. São muito úteis para as deslocações dentro da cidade. Aconselho vivamente o acordo prévio do preço antes do início da viagem.
Existem também autocarros, contudo as deslocações sobretudo na capital são muito complicadas. Não existe uma escala de horários, logo são menos aconselháveis.


Outro meio acessível são os táxis. Pode chamar um taxi diretamente do hotel ou facilmente encontrará na rua. Geralmente os preços são fixos, mas confirme antes de entrar. Pode encontrar táxis com a palavra “taxi-meter” no tejadilho do carro. Esses serão mais baratos e o preço dependerá do percurso realizado, bem como da duração do mesmo. O condutor terá de ativar esse letreiro quando entrar no táxi, caso contrário poderá abandonar o mesmo. Além disso, certifique-se que o contador está no valor base antes do táxi iniciar a viagem. Não dê ouvidos a promoções especiais e não aceite ir para qualquer local ou loja de seda que lhe proponham. Um trajeto curto pode rondar 50 a 80 THB.

O sky-train é outro meio de deslocação existente como possibilidade. É um comboio utilizado geralmente para deslocações entre o centro de Banguecoque e os vários bairros da periferia. É mais barato que os táxis e os tuk-tuks e entram em funcionamento entre as 6 horas e a meia noite.

Existem também as motociclos que são muito populares na capital. Confesso que fiquei bastante surpreendida pela quantidade existente e, por incrível que pareça também funcionam como táxi. Contudo, apenas pode ser transportada uma pessoa. O transporte pode rondar os 150 a 250 THB. Não fique surpreendido se encontrar pessoas sem capacete.
A condução de carro ou até de moto é desaconselhável, apesar de ser possível alugar. À semelhança do que encontrámos no Sri Lanka, a condução é à esquerda e de forma muito rápida e desordeira. Contudo, aqui existem muitos acidentes. Se um turista tiver um acidente, a responsabilidade será sua e nunca do residente. A maioria dos veículos não tem seguro e qualquer dano será da responsabilidade de quem o conduz.
Eletricidade
A corrente elétrica é de 220V (ou 50Hz) e as tomadas são normalmente de 2 entradas: tipo A (2 entradas achatadas) ou tipo C (2 entradas arredondadas). Para garantir que consegue utilizar apropriadamente e sem queimar os equipamentos aconselho utilizar um adaptador.
Telecomunicações e internet
O indicativo internacional da Tailândia é o +66. É muito fácil encontrar um telefone público e há várias redes de telemóvel, pelo que será fácil ter roaming.
Relativamente à internet é, na minha opinião, muito boa e está completamente generalizada. Qualquer hotel, guesthouse, hostel, café ou restaurante costuma ter Wi-Fi gratuito e os dados móveis têm boas velocidades. Para o básico, considero excelente.
Segurança
Como já referi em outros artigos, considero a Tailândia um país seguro. O trato, a simpatia e a bondade dos tailandeses faz deste país um destino calmo e relaxante, onde de forma genérica se pode confiar nas pessoas. Encontramos muitas vezes os capacetes das motos pendurados nas motos sem qualquer aloquete, bem como os chinelos à porta das casas e dos templos. Contudo e com isto, não quero dizer que não hajam pessoas menos bem intencionadas e até que nos tentem impingir alguma coisa.
Cozinha Tailandesa
A cozinha tailandesa é boa e barata, sobretudo para quem gosta de massa, arroz e frango, que são a base para a maioria dos pratos tradicionais. Uma refeição barata pode rondar os 40 ou 60 THB (aproximadamente 2€). Por sua vez, a mais cara 200 a 250 THB (aproximadamente 6€). Ao passear pelas ruas, verificará que existe uma grande variedade de locais para comer (food stalls). Os Tailandeses veneram a sua gastronomia e comem durante todo o dia, no entanto o jantar é a refeição mais importante. Alguns pratos podem ser picantes, pelo que, quem não gosta, não se pode esquecer de pedir “no spicy”!
Abaixo, deixo alguns pratos que fui encontrando e outros que fui provando:
- Tom Yam: Sopa com pimenta e vinagre, servida com frango ou peixe;
- Tom Kha Gai: Sopa confecionada com leite de coco, frango e especiarias;
- Kao Pad: arroz frito com carne, peixe e legumes;
- Mee Grob: comida agridoce, confecionada com bolo amarelo, carne de porco, rebentos de soja e ovos;
- Hor Mok Pla: caril de peixe com legumes e leite de coco;
- Gaeng Mud Sa-Man: caril de vitela pouco picante com sabor a amendoim;
- Tam Taeng: salada de pepino com sumo de tamarino;
- Pad Thai: noodles de arroz, fritos com ovo, envolvido com camarão, tofu, frango. Existem muitas combinações.

Este é um país que aconselho vivamente a visitar. Não é uma viagem cara, tendo em conta a distância a Portugal. Faça uma pesquisa por hotéis de 3 e 4 estrelas que, apesar de serem mais acessíveis, verá que continuarão a ser de boa qualidade. Tenha em mente que são os voos que encarecem a viagem, por isso tente reservar com mais antecedência possível, bem como fugir das épocas mais requisitadas. Aproveite, divirta-se e desfrute do que mais bonito há para explorar neste fantástico país.
“Viajar faz bem. Pode ser apenas por um fim de semana ou pode ser a viagem das nossas vidas, mas o importante é ir, alargar horizontes, aprender, crescer. Para regressar com novas perspetivas e com mais vida.” (SapoViagens)
