As MALDIVAS…
A República das Maldivas é o conjunto das ilhas e não os hotéis ou os resorts onde ficamos. A beleza natural entre água, praia e palmeiras compõe o cenário ideal para não estar trancado no quarto. Se chove há que aproveitar para ver o que acontece lá fora. Acordar cedo para aproveitar cada minuto do que a natureza tem para oferecer. O nascer e o pôr do sol são incrivelmente belos. Nós só descobrimos isso no final do primeiro dia.
Nestas ilhas tão pequenas, a vida animal na terra é pouco variada. Existem caranguejos, pequenos répteis rastejantes e uma grande variedade de pássaros que de manhã contribuem para um agradável acordar. Já a vida na água é muito mais vasta. Dependendo da estação, é possível encontrar uma infinidade de peixes, de diferentes tamanhos, formatos e cores, que normalmente estão concentrados nas lagoas um pouco mais profundas. Os recifes são o seu habitat natural que convidam a horas intermináveis de maravilhosas descobertas. À beira mar é ainda frequente encontrar raias e pequenos tubarões. No início parece um pouco assustador, mas na realidade não fazem absolutamente mal nenhum, diria até que nem dão pela nossa presença. Vale a pena descontrair o que este pequeno recanto tem para nos oferecer de forma tão natural. É uma viagem maravilhosa, que deve ser aproveitada ao segundo!
- Mereru Island
- Mereru Island
Transferes
Existem 3 formas de deslocação entre ilhas, que estão diretamente relacionadas com a localização do atoll a que a ilha corresponde:
- Dhoni (barco tradicional) – viagens mais curtas;
- Lancha rápida (speedboat) – viagens de média distância;
- Hidroavião (seaplane) – viagens mais longas;
Os transportes públicos são bastante acessíveis e por isso é uma das formas mais fáceis de poder conhecer de forma independente as Maldivas. O que encarece a viagem serão sempre os alojamentos e as refeições. Os ferryboat públicos não funcionam à sexta-feira, à exceção do que faz as viagens do aeroporto por Malé.
Vestuário e Tradições
O país é quente e por isso é recomendável o uso de roupas leves. As Maldivas é um país muçulmano e, por isso, o nudismo é considerado uma ofensa. Quando se visitam as ilhas habitadas, é fundamental respeitar as tradições e a religião dos locais, cobrindo as pernas e os ombros. As fotos devem de ser tiradas de forma discreta sobretudo em zonas habitadas. Nas praias públicas só as “praias bikini” podem ser utilizadas. Consequentemente estas são apenas utilizadas pelos turistas – foram criadas para esse efeito.
É igualmente fundamental utilizar o protetor solar, chapéu e eventualmente o repelente para insetos. Nas atividades marítimas é aconselhável o uso de uma t-shirt para evitar insolações.
O vinho também não é permitido, à exceção dos hotéis e resorts. Se não estiver contemplado no regime escolhido (TI – Tudo Incluído), é aconselhável lembrar-se disso no momento de pagar a conta – ela será “choruda”. Se na bagagem forem bebidas alcoólicas provavelmente ficarão retidas no aeroporto.
Saúde
Para visitar as Maldivas não são necessárias vacinas ou medicação específica, a menos que na viagem outros destinos estejam no roteiro, que foi o nosso caso. Antes das Maldivas estivemos no Sri Lanka e, por aconselhamento médico (consulta do viajante), decidimos fazê-lo. Se existem dúvidas, é sempre preferível consultar esses especialistas. A prevenção é sempre a melhor decisão. As vacinas são acessíveis e, algumas delas, são comparticipadas.
Para os turistas, os problemas mais comuns são as queimaduras solares e a desidratação. O sol tropical é muito intenso e as brisas na ilha e nos passeios de barco são enganadores. Por isso, é aconselhável o uso de protetor solar mesmo nas pessoas de pele mais escura. Para evitar a desidratação é aconselhável beber muitos líquidos. Como já referi, o uso de t-shirt enquanto faz mergulho ou outra atividade aquática é essencial. A noite é boa para “reerguer” a pele – aproveitar essas horas para aplicar um bom creme hidratante.
Existem 2 hospitais em Malé, muitas clínicas, farmácias e médicos. Os resorts estão geralmente equipados com excelentes instalações médicas.
Vistos e entradas
Para cidadãos portugueses não é necessário visto. Contudo, cada pessoa deve-se fazer acompanhar pelo passaporte válido durante toda a estadia.
A moeda
Nas Maldivas a moeda utilizada é a Rupia Maldiva (MVR – Rufiyaa maldiva). 1 euro é aproximadamente 18 MRV, dependendo naturalmente da taxa de câmbio. De qualquer modo, nas Maldivas aceitam o dólar ou o euro. Contudo, se o pagamento for em euros é provável que o troco seja em dólar, assumindo o risco de perder dinheiro com a conversão. O ideal será levar já alguns dólares. Para isso deve solicitar no banco, tendo em conta que a agência precisará sempre de alguns dias para obter a quantia desejada.
Nas Maldivas os cartões de débito ou de crédito também são aceites. Para pagamentos a efetuar nos hotéis até serão mais práticos, uma vez que é possível fazer o pagamento global no check out, assim pagará apenas uma vez a taxa da transação. Os levantamentos numa qualquer caixa ATM também é possível, tendo sempre o cuidado de levantar a quantia máxima, assim evitará o custo aplicado à transação, se esse for o caso.
Todos os preços praticados de forma independente têm taxas sobre o valor apresentado, ou seja, é como se em Portugal apresentassem o valor sem o IVA. As taxas são aplicadas a tudo, transportes, bebidas, tours ou até nas reservas online.
Idioma
O idioma oficial das Maldivas é o dhivehi. Devido ao turismo e à pouca difusão da língua nativa no panorama internacional, os funcionários de qualquer hotel costumam falar um inglês quase perfeito. Contudo, é possível que, numa visita à capital ou a outra ilha menos turística, a comunicação seja um pouco mais “atribulada”. De todos os modo, continuo a achar que os portugueses são excelentes comunicadores e, portanto, por mais dificuldades que encontrem conseguem sempre fazer-se entender, nem que seja por gestos ou aos gritos! 🙂
Artigos indispensáveis nas viagens
Independentemente do tipo de viagem, é conveniente ter em consideração o tempo que vamos estar fora de casa, longe das coisas que aparentemente podem parecer supérfluas. Exemplo disso são os medicamentos, as pilhas, um foco ou outra coisa qualquer que de repente vira uma necessidade de “vida ou de morte”. O corta unhas e a lima foram os objetos que eu jamais julguei fazerem falta na bagagem de alguém que vai em lua de mel. De repente parece que o mundo acaba porque naquele instante estes objetos não estavam na nossa bagagem. Conclusão: acabaram por nos custar os “olhos da cara”. Preparar atempadamente a bagagem é um dos segredos para que nada fique esquecido. No link que se segue pode ver alguns conselhos ou ainda partilhar outros:
http://www.fotoviajar.com/como-viajar-de-carro/fazer-malas-mochila-preparar-bagagem-viagem
Hora oficial
A hora oficial nas Maldivas é GMT+5, isto é, 5 horas a mais que o horário de Lisboa entre fevereiro e outubro e 4 horas a mais durante o verão.
Religião
A religião predominante é o Islão. O Islamismo é, portanto, a religião oficial das Maldivas e consta-se que a prática aberta de qualquer outra religião é proibida.
Eletricidade e Tomadas
Nas Maldivas, as tomadas têm três entradas planas (estilo americano), por isso é necessário usar um adaptador para conectar os aparelhos elétricos. O melhor é comprá-lo antes da viagem, pois ficará bem mais barato. Se houver esquecimento, sempre é possível comprá-lo no aeroporto ou pedir emprestado no hotel, mas pode realmente sair bem mais caro.
O que fazer nas Maldivas?
Nas Maldivas o tempo é essencialmente para descansar e usufruir do que o hotel ou o resort disponibilizam: a maravilhosa praia, piscina, os incríveis nascer e pôr do sol, a comida, os inúmeros desportos aquáticos que podem ser feitos. As principais atrações são maioritariamente ao ar livre e ainda bem, até porque a paisagem é maravilhosa! Por isso, abaixo deixo algumas irrecusáveis sugestões:
- Mergulho subaquático

Meeru Island
Apesar de só termos feito snorkeling, o mergulho subaquático é outra atividade muito popular nas Maldivas. A prática é geralmente boa durante todo o ano, no entanto fomos informados de que a visibilidade e a temperatura debaixo de água, bem como as mudanças da vida marinha, variam consoante a estação do ano. Durante a estação seca (Dezembro a Abril) a prática é mais gratificante no lado leste, enquanto que durante a estação das chuvas (Maio a Outubro) o lado ocidental é o melhor.
- Snorkeling
O snorkeling pode ser praticado durante todo o ano, a diferença é que poderemos encontrar mais ou menos diversidade marinha. Não levamos o material de casa até porque não temos. O resort tinha, tendo apenas que pagar o aluguer que era diário e com o valor de 8 dólares. Não é necessário qualquer tipo de instrução ao contrário do mergulho. Serão entregues o tubo com bocal, os óculos e as barbatanas. Se quer evitar “figuras” (que não foi o nosso caso) calce as barbatanas dentro de água. 🙂
A experiência é incrível e super divertida, verdadeiramente aconselhável, não esquecendo da t-shirt porque, como já foi explicado, o sol é fortíssimo e as costas podem ser as principais vítimas!
- Excursões
Apesar da infinidade de ilhas que o país tem, é possível fazer tours por algumas e ver a diversidade existente. O país está dividido por atóis e a biodiversidade é incrivelmente diversa entre eles. Os animais não estão todos localizados numa só ilha e por isso será necessário fazer escolhas ou então aproveitar esta oportunidade para fazer estas excursões.







Pingback: Maldivas… o paraíso no coração do índico | Viajando… de pé descalço!